Cala a boca, porra!
Não há nada que me tire mais do sério do que ir ao cinema e ter de aguentar gente mal educada, que não consegue segurar seus comentários idiotas e fica tagarelando no meio de um filme. Hoje, fui assistir Hanami, Cerejeiras em Flor, belíssimo filme no qual silêncios são tanto ou mais significativos do que os diálogos. Apenas uma sessão na cidade, 14h00. Ou seja: só mesmo quem está a fim vai ver. Esperava encontrar apenas gente que sabe se comportar no cinema. Infelizmente, não foi o caso... Duas mulheres, na casa dos seus 30, conseguiram até rir, entre um e outro comentário, nem sempre sobre o filme. Em meio a tantos "shhh", "psiu" e até um "cala a boca, pô" (que não foi dito por mim), nada constrangia essa duas. Como alguém pode não entender que, tirando as sessões de Rambo, Exterminador do Futuro e outras bobagens em que o silêncio da plateia não se faz necessário – ou até nem é esperado –, o cinema é uma arte mágica? A sala escurece não só para melhorar a qualidade da projeção, mas para eliminar tudo o que estiver à volta do espectador. Aquela tela enorme, o escuro e você ligado àquela imagem como se conecta o soro na veia. Eis a mágica de botar você lá dentro da tela. O celular, o comentário desnecessário, o barulho infernal de pessoas devorando pipocas casam com matinês, filmes infantis ou de ação. Em um drama tão delicado, como disse, em que silêncios são mais do que significativos, é difícil engolir um comportamento tão boçal, beócio, energúmeno. Qual é o medo que o silêncio dá nessas pessoas, que precisam preenchê-lo? E, pior, competir com o que está na tela... Se tem uma necessidade incontrolável de falar merda, evite ir ao cinema. Seria o mesmo que ter incontinência urinária e mijar nos pés das pessoas. Inicio aqui a campanha: EDUCAÇÃO NO CINEMA JÁ! Está na hora de voltarmos a ter civilidade no nosso cotidiano tão repleto de manos em motos, gente sem educação, crianças irracionais... Comecemos pelo cinema, onde tudo é possível.
Escrito por jorge.tarquini às 18h45
[]
[envie esta mensagem]
[link]

Rendam-se terráqueos!
O povo da cidade de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, está no mato sem cachorro – mas com um monte de gatos... Adivinha quem virou prefeito no lugar de Rosinha Garotinho, prefeita cassada? O irmão de Antony Garotinho, o Nelson Nahim. "Nada mudará. Darei continuidade a todos os programas e projetos iniciados pela prefeita Rosinha Garotinho", declarou o neoburgomestre ao assumir o posto de alcaide. Pois é... Esse é o problema... O duro não é ver isso acontecer, é saber que, não importa o que façam de mais sujo, vil, baixo, indecente, ilegal, criminoso nossos políticos, eles sempre voltam (ou, como no caso, se revezam). Em vez de estar triste por sair da Copa, deveríamos ficar tristes por saber que nunca nunca sairemos do esgoto em que transformam nosso país. Ao menos é o que indica a quantidade de ratos que nos cercam. E lá vamos nós para mais uma eleição da qual sairão vitoriosos as mesmas ratazanas de sempre – talvez porque ninguém com um mínimo de vergonha na cara queira fazer parte dessa sujeira toda. Acho que nem invasão alienígena poderia ser pior.
Escrito por jorge.tarquini às 17h31
[]
[envie esta mensagem]
[link]

|